História

Fundação do Acesita Esporte Clube

Início do Carnaval de Timóteo (Centro Sul)

Paróquia de São José

Acesita: Capital do Inox

Acesita Esporte Clube - Sede Campestre

Corporação Musical Santa Cecília

Elite Clube

 

 

 

 

 

 

 

FUNDAÇÃO DO ACESITA ESPORTE CLUBE

A fundação do ACESITA ESPORTE CLUBE é uma vertente da história da CIA. AÇOS ESPECIAIS ITABIRA, isto ficará comprovado através do trabalho de pesquisa que fizemos e a coleta de depoimentos.
A Cia. Companhia Aços Especiais Itabira foi fundada em l944 e os trabalhos de sua Implantação, na nossa região, foram iniciados em 1945. Para que isto fosse possível foi recrutada uma grande leve de ex-servidores de uma empreiteira da Cia. Vale Rio Doce que, na ocasião estavam concluindo a construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas.
Entre eles estavam: Raimundo de Souza Neto (Mundico do Armazém), Pedro Lana (Seção de Transporte Rodoviário), Vitório Faustini (do Almoxarifado), Milton Ribeiro (da Seção do Pessoal), Ciro Poggiali, Joãozinho Ouro Preto Francisco Lage e Rodolfo Teixeira (da Contabilidade) e Brasileiro Wilkes de Minas (da Topografia). Esta turma engrossada por outro tantos elementos oriundos de outros lugares sentia a necessidade de ter um lazer. Que nos contou a história foi o saudoso Brasileiro, conforme depoimento prestado saudoso companheiro Maurílio Moreira da Revista FATO-ESPORTE por nos editada em 1970:
“Batíamos “pelada” numa área que ficava enfrente a Igreja São José, e  idéia de fundarmos um clube era de todos nós, mas não foi fácil, não. As dificuldades eram grandes, pois faltava tudo e tivemos que dar um “duro danado” para que a idéia foi á frente.”
            “Certo dia – prossegue Brasileiro – após o tradicional “bate-bola”, alguém lembrou que era melhor formamos uma diretoria pois, só assim iríamos conseguir atingir nosso objetivo.  Dali rumamos para a nossa “republica” que ficava ao lado da igreja. Depois de muita conversa. Já que havíamos decidido fundar um clube, o primeiro item  seria a escolha do presidente. Depois de muita conversa, sem que se chegasse a uma solução para o nosso impasse acabei indicando o Dr. Ismael de Oliveira Fábregas, (na ocasião secretário da Gerencia da Usina) que foi aprovado por  todos os presentes, coube-me transmitir-lhe nossa decisão e depois de alguma relutância o Dr. Ismael  aceitou  o cargo. Assim ele foi o primeiro presidente do nosso Glorioso ACESITA ESPORTE CLUBE.
Ainda é o Brasileiro quem fala ”Resolvido o caso da presidência, os demais componentes da diretoria foram escolhidos, ficando assim formada: PRESIDENTE: Dr. Ismael Oliveira Fabregas;   SECRETAÁIO: Manoel Fotografo;  TESOURIRO: Wilson Carneiro; DIRETOR DE FUTEBOL; Brasileiro W. de Minas. TREINADORES;  Mundico e Rodolfo Teixeira.  Nesta mesma reunião ficou definido que as cores do uniforme seriam Grená e Branca, cabendo ao Mundico financiar a comprado uniforme cujo valor foi rateado entre os demais fundadores do clube.”
Apuramos também que no inicio limitava-se a fazer  “jogos-treinos” contra times formados por outros funcionários da empresa como o Sete de Setembro (conhecido como o time do Manoel Barrigada), Antonio Dias e Jaguarçu;. ,Mas com o passar dos tempos, já melhor estrutura, com o plantel renovado (ou reforçado) graças ao apoio recebido dos dirigentes da Empresa que facilitava o “fichamento”  para aqueles que eram “bom de bola”passou a alçar vôos mais altos, passando a enfrentar times de maior expressão das cidades vizinhas como Coronel Fabriciano, Itabira, Nova Era e Governador Valadares.A grandeza do clube que perdura até hoje, com sua majestosa Sede Campestre, tem sua solidez no naipe de  seus presidentes, cuja escolha sempre recaiu numa pessoa de grande expressão do quadro de servidores da CIA. AÇOS ESPECIAIS ITABIRA.
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Início do Carnaval de Timóteo (Centro Sul)

(1940 / 1950 / 1960)
Contar como eram as festas carnavalescas em Timóteo nas décadas do século XX é tomar nas mãos um livro de memória e ir abrindo suas páginas. O momento é oportuno para que se faça isso, pois o carnaval sempre fez parte de nossa cidade.
No início da década de 1940 poucos moradores de São Sebastião do Alegre (Timóteo) possuíam rádio a válvulas onde podiam ter acesso às notícias, programas de auditório transmitidos ao vivo, novelas, noticiários, diversos, etc.
Quando o carnaval chegava as modinhas carnavalescas eram transmitidas diretamente dos rádios Tupi ou Nacional do Rio de Janeiro, São Paulo e até as emissores de Belo Horizonte. Sabe-se que os moradores doa arraial de Timóteo, Antônio Claudino de Souza, Sebastião Evangelista de Souza (Sebastião Cota), Joaquim Ferreira de Souza foram os primeiros em usar o rádio para ouvir notícias, novelas, novenas, missas e músicas. Durante os dias de Carnaval as modinhas cantadas pela cantora Emilinha Borba (Rainha do Rádio) e outras cantoras da época faziam muito sucesso nas capitais e no interior do Brasil.
No arrial de Timóteo as brincadeiras de carnaval resumiam-se em cantar as midinhas de sucesso em grupos ("pequenos cordões" como se chamavam na época), formado por moças e rapazes, que algumas vezes saiam pelas poucas ruas de terra, Largo da Praça, e entravam no Bar do Trajano (Trajano Quirino Bicalho), cantando. Esses cordões, formados pelos jovens da época, se enfeitavam com roupas coloridas, saias mais longas, calças compridas ou bermudões da época. As moças pintavam o rosto com "ruge" (marca Madeira do Oriente), nos lábios, usavam batom vermelho (marca Michel) e as unhas eram pintadas de esmalte preferencialmente na cor vermelha. O morador "Zué" gostava de se fantasiar de capeta, saindo pelas ruas, entrando nas casas, fazendo medo na meninada.
Durante muitos anos (década de 1950 e 1960), a foliã Jacyra Gomes (filha de Tiéco e Maria Gomes) foi a rainha do carnaval tendo como principais Reis Momos, seu pai Raimundo Martins Fraga (Tiéco), Flávio Pimenta e outros. Jacyra saía da casa de seus pais acompanhada pela comitiva carnavalesca, jogando confetes e serpentinas, onde todos cantavam as modinhas de carnaval. O bloco ou cordão percorria o Largo da Praça (hoje Praça 29 de abril), a rua principal (hoje Avenida Acesita) descia a rua cine Lybamar (hoje Padre Antônio Araújo).
Na década de 1960, o carnaval passou a acontecer nas dependências do Clube Promet, quando os foliões cantavam e dançavam durante os três dias, sob o rítmo de uma banda formada por músicos do lugar. O lança -perfume (frasco de metal dourado onde continha um líquido perfumado em spray) passou a ser usado no final da década de 1950, quando anos mais tarde foi proibido pelo Governo Federal até os dias de hoje. Também na década de 1960 alguns foliões gostavam de pular carnaval no Elite Club e no Clube Olaria 2.

Jacyra Gomes é considerada pelos historiadores como a primeira rainha do Carnaval de Rua e de Salão de Timóteo.
Pesquisa realizada pelo professor Suely Itamar Santiago Silveira
Postado por Casa de Memória


História do Carnaval de Timóteo
O Carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em forma de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.
No início da década de 1940 poucos moradores de São Sebastião do Alegre (Timóteo) possuíam rádio a válvulas, onde podiam ter acesso a programas de auditório transmitidos ao vivo, novelas, missas, noticiários e músicas. Os moradores do arraial de Timóteo Antônio Claudino de Souza, Sebastião Evangelista de Souza (Sebastião Cota) e Joaquim Ferreira, foram os primeiros possuidores desse bem.
No período carnavalesco, as modinhas eram transmitidas diretamente das rádios Tupi, Nacional do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. As modinhas cantadas pela cantora Emilinha Borba considerada a Rainha do Rádio na época, faziam muito sucesso nas capitais e no interior do Brasil. No arraial de Timóteo as brincadeiras de carnaval resumiam-se em cantar as modinhas de sucesso em pequenos cordões como se chamava na época, formado por moças e rapazes, que algumas vezes saiam percorrendo as poucas ruas de terra que existia no arrial.
O Carnaval de Rua surgiu na década de 1980, de uma nascida dentro da superintendência de relações Industriais da Cia. Acesita abraçada pelos carnavalescos da cidade e apoiada pela Prefeitura Municipal de Timóteo. Surgiu na época seis escolas de samba, Ala Leste, Unidos do Vale, Unidos da Quitandinha, Os Bocas Brancas, Vai Quem Quer e Mansageiro.
O regulamento redigido pela AEST - (Associação das Escolas de Samba de Timóteo) era simples: tratava dos fins a serem dados aos instrumentos oferecidos pelo Prefeito Geraldo Ribeiro para compor a bateria (3 surdos, 2 contra surdos, 3 caixas de guerra, 4 taróis, 2 triângulos, 8 ganzás, 4 pandeiros, 4 reco-reco, 10 tamborins, 4 agogôs e 1 cuíca).
Cada escola recebeu uma verba do município para animar e levar a avenida muita beleza, irreverência, criatividade e principalmente muita alegria. No ano de 1981 a Escola Unidos do Vale, Ala Leste e Mensageiro não participaram mais do carnaval, migrando para as Escolas que permaneceram.
Falar de festa carnavalescas sem citar o Sr Quincão e Dona Nadir é deixar uma lacuna na História dessa festa que alegra grande parte do povo timotense, quando ainda desfilavam pelas ruas antigas dessa cidade, as modinhas entoadas no rádio cantadas por Emilinha Borba, Angela Maria, Jorge Goulart e outros.


Texto: Sidneiva Paiva Oliveira Silva
Fonte: A História de Timóteo - Centro Sul - Professor Suely Itamar
Carnaval de Acesita teu nome é paixão - Manoelita Lustosa - (Jornal Hora H - 23/01/1983
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARÓQUIA DE SÃO JOSE

A Paróquia São José foi criada em 1950. A pedra fundamental é datada de 1º de maio. Ela pertencia à Paróquia São Sebastião, em Coronel Fabriciano, que era atendida pelos Padres Redentoristas.
Uma presença marcante na história da Paróquia é a do Monsenhor Rafael, que veio para a Paróquia em 1950, um pouco depois da criação da Acesita, em 1944. Esteve presente até 1958. Ele veio de Mariana, nomeado por Dom Elvécio Gomes de Oliveira, para pastorear os operários da região, que era um número bem representativo.
Monsenhor Rafael trouxe para ajudar na Paróquia as Irmãs da Beneficência Popular, que é uma Instituição criada por ele, na cidade de Alvinópolis. Monsenhor atendia Acesita e Alvinópolis ao mesmo tempo, e contou também com a ajuda de padres auxiliares.
Monsenhor tinha um carisma de congregar, reunir pessoas. Conseguiu que a Paróquia fosse o centro de tudo em Acesita. Neste período, a Paróquia desenvolveu atividades como alfabetização, cursos para os paroquianos de pintura, corte de costura, entre outros.
Em 1953, chega o Padre Abdala Jorge que vem para auxiliar Monsenhor Rafael, para juntos pastorearem o povo de Deus. Durante dois meses também receberam a colaboração do padre José Martins.
Uma das características marcantes da história da Paróquia era a participação ativa dos operários. Havia a Congregação Mariana, com cerca de 180 congregados, sendo todos operários e inseridos nos sindicatos e nas lutas dos trabalhadores.
A Igreja sempre esteve presente nas lutas dos operários, identificando-se com a classe.
Padre Abdala tomou posse em 1958 como pároco, antes mesmo da criação jurídica da Paróquia, que aconteceu em 1961. Foi o Padre Antônio Rocha quem o empossou oficialmente como novo pároco da Paróquia São José.
O primeiro padre que trabalhou com Pe. Abdala foi o Pe. Francisco Barroso, em 1958, hoje bispo de Oliveira. Com a saída do Pe. Francisco veio Pe. José Delfino, hoje bispo de Divinópolis.
Estiveram presentes outros padres que também fizeram parte da história da Paróquia: Pe. Valdir Ferreira de Almeida, Pe. Miranda, Pe. João Bosco Pimente, alguns padre Salesianos, Pe. Marcos Rocha, Pe. Elson, Pe. Elder, Pe. Agnaldo e outros. O Padre Belga Jean Marie está presente na Paróquia desde 1990.
A Igreja sempre esteve a serviço da comunidade.
Os leigos sempre foram atuantes, como os Congregados Marianos, as Filhas de Maria, o Apostolado da Oração, etc.
As comunidades que compoẽm a Paróquia são: Bromélias, Centro Norte, Funcionários, Olaria, Vila dos Técnicos, Quitandinha, Novo Horizonte, Alegre, Santa Maria, Limoeiro, Macuco, Recanto Verde, Celeste, Cachoeirinha, Ana Moura, Novo Tempo, São Cristóvão, Alfhavile, Alvorada e Vale Verde.
Na Paróquia há várias pastorais e movimentos, que, com seus dons e serviços, trabalham para a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja, como Pastoral Operária, CEBs, Pastoral Familiar, Vicentinos, Apostolado da Oração, Pastoral da Saúde, Pastoral Vocacional, Catequese, Culto Bíblico, trabalhos sociais e outros.
O maior desafio da Paróquia hoje é conciliar os valores humanos com os valores divinos. Conciliar os valores sagrados com valores humanos. E a marca da Paróquia é que "tudo gira em torno das pessoas".

Colaboração: Pe. Abdala Jorge - Pároco da Paróquia São José de Acesita - Timóteo
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acesita: Capital do Inox

 

Cidade situada na Bacia do Rio Doce, Micro região Siderúrgica de Minas Gerais, possui como parte de sua identidade a ligação com a atividade da mineração . Também conhecida como Acesita, denominação da Companhia Aços Especiais Itabira, a cidade de Timóteo possui vários outros elementos que fazem parte de sua identidade cultural. Os índios Botocudos podem ser considerados os primeiros habitantes da região do vale do aço do Rio Doce, local no qual hoje se localiza a cidade de Timóteo. Com a crise do Antigo Sistema Colonial no final do século XVIII e início do século XIX, Portugal procurou estabelecer, em sua colônia Brasília, novas áreas de exploração.

"A Carta Régia de 13 de Maio de 1808, enviada pelo príncipe Dom João VI ao governador e capitão geral da capitania de Minas Gerais, Pedro Maria Xavier de Ataíde e Mello, estabelecida a importância estratégica do leste de Minas para a Coroa Portuguesa, no contexto de reordenação da política imperial às mudanças que ocorriam nas metrópoles colonialistas."[2]
Segundo a descrição dos viajantes e naturalista que se aventuravam por tão temida região, os Botocudos eram vistos como ameaça ao processo de colonização que se pretendia empreender naquele lugar.
Ao longo do século XIX, o Vale do Rio Doce acabou se transformando em área de conflito, no qual colonizadores e os povos indígenas estabeleceram combates que acabaram por praticamente dizimar os naturais da região.[3]

Com a já conhecida crise da exploração do ouro na província das Minas, o Vale do Rio Doce apresentava-se naquele momento como alternativa interessante.
Nos três primeiros séculos de colonização, o Vale do Rio Doce não havia sido ainda percebido como área provável de exploração econômica. O Vale era visto, na verdade, como uma mata de difícil acesso, na qual estavam presentes doenças e "gentios bravios". Com a justificativa para fazer a guerra como desejassem militares com o patrocinio da Coroa, bandeirantes e colonizadores não pouparam munição e , em nome da "civilização", cometeram toda a sorte de crueldades para exterminar os primeiros habitantes do Leste de Minas Gerais.

O ínicio do processo de ocupação da região onde hoje se localiza a cidade de Timóteo pode ser ligado à memória referente à conhecida Fazenda do Alegre, propriedade de Francisco de Paula e Silva. Aliás, a ocupação desta área pode ser percebida como parte do investimento empreendido pelo governo luso em colonizar o Vale do Rio Doce durante o século XIX.

A pouca documentação existente a respeito da Fazenda do Alegre pode também ser interpretada como um indício do caráter precário com o qual foi realizada sua ocupação. Apesar de não ser o primeiro a receber a Carta de Sesmaria na região, o Alferes português Francisco de Paula e Silva pode ser considerado um pioneiro do lugar. Em 1832, foi expedida uma Carta de Sesmaria a favor do alferes que, ao que parece, já havia chegado e se instalado há algum tempo no lugar conhecido como Ribeirão de Timóteo. Por este documento é possível perceber que o lugar já possuía o nome de Timóteo, em princípios do século XIX. Conta a tradição oral que este nome teria sido atribuído devido à existência de um mulato na região cujo nome era Manoel Timóteo. Proprietário de um armazém de "secos e molhados" localizado próximo à área de mineração da Lavrinha, em época anterior a 1830, as margens do ribeirão acabaram recebendo o nome do comerciante presente no local. Como se pode verificar em uma entrevista com o senhor Raimundo Alves, morador e conhecedor da história da região, ao ser perguntado sobre de onde teria vindo o nome da cidade: " Segundo tradição antiga, este nome fora herdado de um tal Manoel Timóteo, que tinha uma vendinha nas cabeceiras do rio, próximo a uma mineiração; comerciava com os escravos." [4]

Nas primeiras décadas de ocupação, o Vale do Rio Doce, de modo geral, não possuiu nenhum tipo de atividades constantes e significativas na região, destacando-se apenas algumas poucas iniciativas isoladas. A ocupação efetiva e adequada apenas teria sido garantida com a abertura de acesso às margens do Rio Doce, por meio da implantação de estradas de ferro. Tal empreendimento só tem sua conclusão na segunda metade do século XIX, com a construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

A Fazenda do Alegre acabou se transformando em importantes ponto de apoio para as embarcações que subiam e desciam o rio Piracicaba em direção a Vila Rica ou Vitória. Seu proprietário, o alferes Francisco de Paula e Silva, ao falecer por volta de 1860, deixou em herança um significativo patrimônio em terras para seus filhos com a senhora Theodora Umbelina da Cunha. Ao longo do tempo, os filhos de Francisco de Paula e Silva acabaram por se desfazer de sua herança, vendendo parte de suas terras e terceiros.

A partir desse desmembramento das terras da Fazenda do Alegre, provavelmente, começou a surgir o primeiro núcleo de povoamento com a abertura de roças e criação de vias de comunicação entre povoados vizinhos, já em ínicios do século XX. É claro que por anos, a região de Timóteo ainda permaneceu como um pequeno povoado cercado pela vegetação do Vale. Tal situação apenas começou a mudar efetivamente com a chegada da Estrada de Ferro Vitória-Minas. Como se pode verificar no depoimento dado por uma remanescente dessa época:

"Em 1918, a ponta de trilho da EFVM ainda estava entre Escura e Valadares. Ainda não havia chegado aqui, onde só passou em 23 e 24, em direção a Antônio Dias. A estação da estrada de ferro de Cel.Fabriciano, antigamente chamava Calado, foi inaugurada em 24 de abril de 1924. Eu assisti à inauguração. Lembro-me perfeitamente como foi: a alegria dos roceiros, dos matutos, do povo, inclusive dos próprios trabalhadores da EFVM.(...) Eu sinto na pele, eu sinto o desenvolvimento que aconteceu com a vinda e com a passagem da EFVM por aqui. Eu tenho certeza absoluta que não fosse a EFVM ter passado aqui no Vale do Rio Piracicaba, o Vale do Rio Doce não teria o desenvolvimento que tem...[5]

Em 1923, Timóteo foi incorporado ao recém-criado distrito de São José do Grama, hoje Até ser transformada em distrito por lei de 17 de Dezembro de 1938, Timóteo foi, então, desmembrada do distrito de São José do Grama, município de São Domingos do Prata, e incorporado a Antônio Dias Abaixo. A instalação do distrito ocorreu a 1º de Janeiro de 1941, sendo empossado seu primeiro Juiz de Paz o Sr. Joaquim Ferreira de Souza que, em 24 de junho do mesmo ano, deu posse no cargo de Escrivão de Paz e Notas Interino ao Sr.José Moreira de Castro, o José de Pio. Em Setembro do mesmo ano, José de Pio nomeou o farmacêutico Raimundo Alves de Carvalho como sucessor de Joaquim Ferreira de Souza no cargo de Juiz de Paz.

A primeira capela de Timóteo foi construída de maneira bastante precária nos primeiros anos do século XX onde hoje se localiza a atual Praça 29 de Abril. Em 1915, a capela foi substituída por outra, construída de "pau a pique" com um pequeno cemitério aos fundos. A capela era assistida por padres que vinham das vizinhas Marliéria, Jaguaraçu, e Coronel Fabriciano. Segundo Silveira, estudioso da história local,

"Em volta da igrejinha havia um pequeno cemitério, e no largo da terra, onde estava a igrejinha, havia uma pequena nascente. Ao redor da igrejinha foram surgindo mais casas. O povoado foi se formando com a construção de barracos rústicos, casas de madeira ou pau-a-pique, com telhas cumbucas, seguindo uma simetria, alinhamento e planejamento dos próprios moradores, tomando a igrejinha como centro. Assim foi surgindo o Arraial de São Sebastião do Alegre(Timóteo)."[6]

Até então, o distrito de Timóteo caracterizava-se pela presença de pequenos fazendeiros que cultivam sua terra. A ocupação ocorreu de forma espontânea, favorecida pelas nascentes que por ali existiam. Essas antigas fazendas foram formadas por uma série de subdivisões da Fazenda do Alegre, a primeira sesmaria da região. No início do século XX, o povoado começava a se formar. Com o passar dos anos, o Distrito de Timóteo ainda mantinha características rurais.

O processo de crescimento urbano da cidade desencadeou-se com a chegada da ACESITA. Em 31 de outubro de 1944 foi fundada a Cia. Aços Especiais Itabira, a ACESITA, pelos engenheiros Amyntas Jacques de Moraes, Percival Farquhar e Athos de Lemos Rache. A Fundação da siderúrgica no lugar proporcionou a vinda dos novos imigrantes, o operários e funcionários, sendo que a modernidade da industrialização foi motivo de um choque cultural na pacata vila. A Companhia trouxe prosperidade, possibilitou a urbanização e melhoria das condições de vida de seus moradores.

Inserido em um projeto maior, relativo ao desenvolvimento da indústria siderúrgica no Brasil, a implantação de uma usina na região do Vale do Rio Doce era percebida como um empreendimento importante para impulsionar o crescimento industrial nacional. Com as dificuldades de importação causadas pela 1ª Guerra Mundial, o governo procurou incentivar o desenvolvimento da indústria siderúrgica nacional. A partir dos incentivos, como a isenção de impostos, reduções dos valores dos fretes, além da concessão de créditos, algumas empresas siderúrgicas foram criadas em Minas Gerais: a Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, em 1921, em Sabará e , em 1937, em João Monlevade; a firma Hime & Cia. foi instalada, em 1925, em Barão de Cocais, sendo transformada posteriormente na Cia. Brasileira de Usinas Metalúrgicas.

Contudo, ao final dos anos 30 do século XX, em um contexto no qual a economia mineira vivia uma crise generalizada por causa da queda violenta das exportações de café, cria-se um ambiente de descontentamento em que a nascente "tecnocracia" mineira, formada pela Escola de Minas de Ouro Preto, reinvidica como atribuição do Estado a tarefa de construir a infra-estrutura necessária à industrialização de Minas. A atividades da mineração era apresentada como alternativa de aproveitamento dos recursos minerais, além de se transformar em um impulso à economia do estado, que sofria um processo de declínio no contexto nacional desde a decadência da mineração do ouro.[7]

A criação da Acesita pode ser relacionada ao contexto da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil entrou no conflito, ao lado dos aliados. Em 1942, como parte da política de aproximação, estabelecida entre o Brasil e os Estados Unidos, foi assinado o Acordo de Washingto, contrato que previa a nacionalização das jazidas de minério de ferro presentes na região de Itabira, em Minas Gerais. Tal ação acabou por resultar na criação da Companhia Vale do Rio Doce, empresa que se tornaria responsável pela exploração e exportação do ferro produzido no Brasil.

Juntos, o engenheiro Percival Farquhar, representante de uma das mineradoras nacionalizadas, a Itabira Iron Ore Co, com os empresários mineiros Amyntas Jacques de Moraes, e Athos de Lemos Rache idealizaram a criação de uma usina de aços especiais na região do Vale do Rio Doce, área rica em minério de ferro, carvão vegetal e recursos hídricos. Após pesquisas e a garantia de conseguir um empréstimo para o empreendimento com o Banco do Brasil, em 31 de outubro de 1944, ficou definido o nome da nova empresa, Companhia Aços Especiais Itabira, com a sigla Acesita, seu nome definitivo.

A escolha do local para a instalação da Usina apontava, inicialmente, para a cidade de Itabira. Porém, apesar de possuir reservas da matéria-prima, o minério de ferro de Itabira não oferecia as condições necessárias para a implantação da Usina devido ao seu relevo excessivamente irregular, a escassez do carvão vegetal e de recursos hídricos. Ao explorar e examinar a região do Vale do Rio Doce em lugares como Nova Era, Coronel Fabriciano, entre outros, escolheu-se como mais propício o povoado de Timóteo, então distrito da cidade de Antônio Dias. A área escolhida para a implantação da Usina era, inicialmente, uma fazenda, a fazenda Dona Angelina, propriedade do Sr. Raimundo Alves, adquirida pela Acesita em 1945.[8]

Tanto a mão-de-obra especializada quanto os equipamentos para a instalação da usina vieram, sobretudo, dos Estados Unidos. Foi construída uma usina hidroeléctrica que ganhou o nome de Sá Carvalho,inaugurada em 1951 como a maior usina hidroeléctrica do Estado de Minas Gerais. Em 1949, a Usina conseguiu produzir sua primeira corrida de gusa . Com a chegada da Acesita em 1944, também vieram os primeiros operários da empresa, que ficaram responsáveis pela construção do acampamento nas imediações da Usina. As condições de trabalho eram precárias, agravadas, principalmente, pela dificuldades de transporte. A única via de acesso entre o canteiro de obras e as cidades vizinhas era a ferrovia.

Além da construção de obras essenciais ao funcionamento da Usina, também foram necessárias obras que dotassem o pequeno povoado de Timóteo de infra-estrutura capaz de receber o grande número de trabalhadores que chegariam junto com a empresa. Nestes primeiros momentos, durante a década de 40 do século XX, também foram contruídas moradias, conjunto residenciais para os funcionários, e estradas. Até mesmo o material utilizado nas obras, como tijolos, telhas, madeiras, manilhas, pedras, foi fabricado no próprio local. Entre os primeiros bairros da cidade é possível destacar que os mesmos foram erguidos com recursos oriundos da Acesita. Um dos primeiros bairros a surgir na cidade foi o Quitandinha, uma referência bem humorada ao elegante Cassino de Petrópolis, o Quitandinha, além do Algodoal, ambos com casas de pau-a-pique cobertas de sapé.

Contudo, mesmo como o empenho da empresa em oferecer condições mínimas para seus empregados, moradias em boas condições não foram suficientes para todos já que o crescimento populacional foi maior que os investimentos realizados. Também se tem notícias de que tempos depois teriam surgido bairros com nomes curiosos, como é o caso do Vai-Quem-QUER, bairro de grande movimento de pessoas; a Vila dos Caixotes, onde os barracões eram feitos com as tábuas das embalagens dos equipamentos vindo dos Estados Unidos; além do Timirim das Cachaças, único local em que era permitida a venda de bebidas alcoólicas. Com o tempo, surgiram outros bairros com mais infra-estrutura, como é o caso da Vila das Bromélias, Vila dos Funcionários, Vila Dos Técnicos e Olaria.

Com o crescimento e expansão das atividades da Siderúrgica, as condições das habitações foram melhhorando. Nos primeiros momentos de sua existencia, o processo de urbanização de Timóteo foi criado e mantido pela Acesita. Em 1945, foi construída a primeira escola em um galpão de madeira. Depois viriam várias outras, doadas, posteriormente, ao estado. A Escola de Formação Profissional, em convênio com o Senai, foi inaugurada em 1954 e ampliada em 1963, com a criação do Colégio Técnico de Metalurgia. A empresa, ao mesmo tempo, investiu na saúde, no atendimento médico e na prevenção de doenças. Em 1950, entrou em funcionamento o sistema de tratamento de água, e , em 1952, foi inaugurado o Hospital Acesita. A empresa assumiu a responsabilidade pela construção de escolas, postos de saúde, cemtros de lazer, comércio, além de cuidar de serviços básicos, como é o caso da segurança pública e o transporte coletivo.

Entre as ações previstas pela Acesita, também se encontram os investimentos na área do lazer , iniciativa que tinha por objetivo estimular a fixação dos empregados na cidade. As primeiras iniciativas no setor consistiram na organização de campeonatos de futebol. Outras formas de diversão eram os bailes de Elite Clube, o Porto chique da cidade, e o Clube do Operário. Os clubes promoviam shows musicais e até mesmo apresentações de grupos de teatro.

Até 1969, a área urbana em torno da Usina, constuída pela Acesita, abrigava a maioria dos funcionários e era mantida sobre o controle da empresa. A influência da usina estendeu-se para além de seus muros, alcançado também o núcleo urbano ocupado por seus trabalhadores na medida em que sela se transformara em criadora e mantenedora deste espaço. Ao oferecer moradia e infra-estrutura básica à população, a Acesita acabou criando uma espécie de cidade privada que de certa forma, excluía quem não estava dentro dela. Tal situação pode ser verificada no depoimento do Padre Abdalla, antigo morador da cidade, figura até hoje, bastante conhecida na cidade:

Aqui se usava uma expressão: " Você trabalha na Acesita? Não, sou particular!" Particular era quase sinônimo de marginalizado, seja lá o que ele fizesse.(...) A Acesita, ocupando todo o espaço, tirou a criatividade. As pessoas não precisavam ter iniciativa, a diversão era programada. As pessoas que não eram da Acesita não tinham vez.(...) Isso condicionou essa mentalidade técnica, fria.[9]

Em 1969, em decorrência do Plano de Expansão, a companhia transferiu as responsabilidades à prefeitura, doando todos os espaços prestadores de serviços públicos ao poder municipal. Este momento pode ser visto como um marco para cidade de Timóteo, recentemente elevada a município independente. Timóteo viu-se diante de uma grande questão, a integração de dois núcleos populacionais: a cidade privada, Acesita, e o núcleo inicial formado a partir das terras da antiga Fazendo do Alegre.

Sem sombra de dúvida o múnicipio de Timóteo ainda hoje é marcado por uma dualidade: a região de "Timóteo" e de "Acesita" - denominações comumente usadas para definir a área de formação de povoado e o núcleo que se desenvolveu impulsionado pela instalação da usina. Tal situação pode ser verificada ainda nos dias de hoje, já que, em conversas informais com algum morador, percebe-se claramente a distinção entre esses dois espaços na cidade. As denominações Timóteo e Acesita são amplamente utilizadas pela população, o que pode chegar a confundir a quem não conhece a história da cidade.

Durante os anos 40 e 50, Timóteo viveu novas transformações administrativas, quando da primeira tentativa de emancipação que , tendo sido frustada, o município passou a pertencer a Coronel Fabriciano. A lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembrou o distrito do município de Antônio Dias, incorporando-o a Coronel Fabriciano. Por força da lei estadual nº 2714 de 20 de dezembro de 1963, Timóteo foi elevado a município. Em 29 de abril de 1964 , graças aos esforços de moradores como José Moreira de Castro (Zé de Pio), Jair Santiago, José de Paulo Viana(Beijo), Francisco Machado de Oliveira, Olavo de Castro Ulhoa, José Borges de Araújo, Luiz Gonzaga da Silva, José Moraes Quintão, Manoel de Assis Bowen, Jackson Teles, José Moreira Moraes(Bito), Wellington Martins Ferreira,Benedito de Assis Paiva, Joaquim de Castro, liderados pelo deputado Geraldo Quintão e outros, Timóteo soleniza a instalação do município autônomo. O Sr. Virico da Fonseca é nomeado 1º Intendente, admnistrando a cidade no período de 01/09/64 a 03/12/65 até a posse de seu primeiro prefeito , o Sr.José Antônio Araújo.

No que diz respeito ao ambiente social do lugar, os anos trinta foram importantes para o crescimentos dos movimentos culturais e esportivos de Timóteo. Em 1936, foram encenadas as primeiras peças teatrais nos fundos da loja de Joaquim Ferreira de Souza. Nesta mesma época, também é formada a 1ª Banda de Música, cujos componentes eram os moradores do lugar. Em 12 de Outubro de 1938, na fazenda de Joaquim Ferreira de Souza foi fundado o Florestino Social Clube, 1º time de futebol do lugar, tendo como presidente o Sr. José Paulo Viana( Sr.Beijo) [10]

Já o carnaval em Timóteo tem sua origem na década de 30 quando alguns moradores passaram a brincar pelas ruas do Arraial de São Sebastião do Alegre. Na década de 60, Dona Nadir Pinheiro Silva,Tia Nadir, criou a Escola de Samba Unidos do Quintandinha, sendo esta a primeira escola de samba da cidade. A primeira Rainha do Carnaval oficial é Jacira Gomes, que durante as décadas de 50 e 60 reinou com diferentes Rei Momos. Hoje, a cidade conta com mais duas e importantes escolas: Os Bocas Brancas e a Vai Quem Quer, ambas criadas na década de 80.

É possível dizer que a história de Timóteo, de certa maneira, confunde-se com a história da siderurgia nacional. Marcada intimamente pela presença da Acesita, o munícipio de Timóteo possui sua identidade profundamente atrelada à imagem da empresa que é o principal motor econômico da cidade. Capital do Inox, cidade integrante do Vale do Aço, Timóteo conserva ainda seus ares da cidade do interior junto com seu ritmo de cidade industrializada, diferenças essas que não necessariamente refletem um conflito, mas, na verdade, sugerem as diferentes faces de sua complexa identidade cultural.

[2] Silveira, Suely Itamar Santiago. Timóteo - O Coração da história de São Sebastião do Alegre. Texto mimeo.
[3]Dossiê: Agência de Investigação Histórica. A Histórica de uma cidade: Acesita-Timóteo. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Timóteo. P.18.
[4]Raimundo Alves. A História de um Município. Entrevista concedida a Cristina Tárcia. In: Diário do Aço. Região do Aço, Domingo, 29/04/79. p. 7
[5]Depoimento escrito de José Moreira de Castro. Citado por: Dossiê: Agência de Investigação Histórica. A História de uma cidade: Acesita-Timóteo. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Timóteo. p.43-44.
[6]Silveira, Suely Itamar Santiago. Praça 29 de abril ( Largo da Igrejinha - Largo da Praça ). O Coração da história de São Sebastião do Alegre - Timóteo. Texto mimeo.
[7]Dossiê: Agência de Investigação Histórica. A História de uma cidade: Acesita-Timóteo. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Timóteo. p.52
[8]Acesita, uma história feita de aço. Belo Horizonte, 1989. p.31-33
[9]Depoimento de Padre Abdalla, Timóteo, junho de 1992. Citado por: Dossiê: Agencia de Investigação Histórica. A História de uma cidade: Acesita-Timóteo. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Timóteo. p.73
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACESITA ESPORTE CLUBE - SEDE CAMPESTRE

Um dos mais modernos e bem localizados clubes do interior do Estado, o ACESITA ESPORTE CLUBE foi fundado em 1945 e, na época, possuía apenas uma pequena equipe de futebol.
Em 1965, Cirênio Guerra assumiu a Presidência, e conseguiu colocar o AEC na 1ª divisão da Federação Mineira de Futebol (FMF).
Em meados de 1967, sentindo que alguma coisa deveria ser feita, pesquisando outros clubes e colhendo exemplos, Cirênio chegou à conclusão de que, somente com futebol, o AEC não poderia sobreviver.E vendo o que aconteceu com o Siderúrgica, Metaluzina, Renascença e outros grandes clubes do passado, o presidente idealizou a construção de uma Sede Campestre, para tornar o Clube um complexo de lazer e recreação."É moda, dá resultados, preenche uma lacuna, satisfaz um sonho e atende a uma necessidade social", pensava ele.
 
Cirênio, então, procurou um grupo de ‘Acesitanos’ e, entusiasmado, expôs suas idéias. Depois de alguns meses, com o apoio de seus companheiros de Diretoria, solicita a doação do terreno. Com uma certa demora, o Banco do Brasil, na pessoa do então presidente Arnaldo Walter Blanchi, aprova a doação em 11 de outubro de 1967. E pelas mãos do então presidente da companhia Acesita, o Wilkie Moreira Barbosa, Cirênio e a Diretoria recebem a comunicação da doação da área de 69 mil metros quadrados.
Em 26 de novembro de 1967, realizava-se a primeira reunião na sede do Clube Operário-Olaria II, nome inicial do Clube. Discutia-se a venda de cotas e reforma do Estatuto, tendo o Conselho Deliberativo aprovado as vendas de cotas e o plano de construção da Sede Campestre.
Em meados de dezembro de 1967, foi feito o lançamento oficial da venda de cotas. O primeiro a se candidatar e adquirir uma cota foi Hilário Silva, Superintendente Social da Acesita. Essa prova de confiança entusiasmou e incentivou o grupo. Um mês depois, iniciava-se o serviço de terraplanagem. Logo em seguida, a construção da 1ª etapa do projeto.
Na foto ao lado, corte da fita simbólica pelo Presidente da Companhia Aços Especiais Itabira, Wilkie M. Barbosa, Prefeito da cidade, Jaimar de Castro e Juiz da Comarca de Coronel Fabriciano, Heimon.
Em 31 de outubro de 1968, foram inaugurados o conjunto de três piscinas, vestiários, sauna, ducha, casa de bomba, bar, parque infantil, acesso e estacionamento em bloquetes, caixa d' água com 50 mil metros cúbicos e redes pluviais, esgoto e água potável, urbanização,entre outros.
 


A Sede Campestre vai tomando nova forma e nova estrutura.
Em 31 de dezembro de 1968 foi lavrada a escritura do terreno.
Em 1969, foi construído o parque aquático e ampliada a Sede Social do Olaria II, hoje pertencente ao Alfa. Em maio deste mesmo ano, foram inaugurados o prédio da secretaria-portaria, bar e banheiro interno para o Estádio do Timirim.
No mesmo ano, o AEC foi campeão Mineiro do Torneio de Acesso da FMF, vencendo o grupo da Zona da Mata (Juiz de Fora, Barbacena, Montes Claros e outros). Na divisão extra não teve sucesso: despesas altíssimas e rendas muito baixas.
Em outubro de 1969, comemorando o Jubileu de Prata da Acesita, Cirênio e a Diretoria trouxeram o Clube Atlético Mineiro (naquela ocasião, com excelente equipe) destacando os jogadores: Cincunegri, Oldair, Ronaldo, Lola, Tião e o famoso Dario (Dadá), para apresentação no Clube.
Chegando à conclusão de que o futebol profissional tinha sido apenas um sonho distante e que, com o mesmo, o AEC não conseguiria sobreviver, resolveram encerrar com o profissionalismo da atividade esportiva.
 
Em 31 de outubro de 1970, a grande festa: inauguração da Sede Social da Campestre, uma das mais belas do interior do Estado, com uma área de 1.100 metros quadrados. A obra custou ao clube cerca de 200 mil cruzeiros.
Em 31 de outubro de 1971, foi inaugurada a quadra de basquete, vôlei e futebol de salão.
Em maio de 1972, foi inaugurado o bar com área de 110 metros quadrados e melhorias na rede hidráulica e caixas d'água.
E, desde 1972, novos projetos, reformas e obras vêm sendo realizados, para fazer, da tual estrutura, um diferencial desse complexo de lazer e esporte.
Nos tempos atuais, em 2009, o Acesita Esporte Clube, com quase 65 anos de fundação, conta com mais de 800 quotas, 500 alunos nos cursos de Futebol, Natação, Tênis, Hidroginástica e Vôlei, além de uma estrutura de recreação e lazer que são referenciais na região.
Além da tradição e hegemonia dos eventos sociais: Grená e Branco, Réveillon do AEC, Baile Social da ex-Acesita, hoje, ArcelorMittal Timóteo.
Nos esportes, o AEC conseguiu, com o Futebol, títulos e participações importantes, nos últimos seis anos, além de se tornar uma fábrica de talentos. Muitos dos alunos do Clube foram jogar em times profissionais, como o América Mineiro, Social Esporte Clube e Cruzeiro.
Além do Futebol, o Tênis do AEC possui grande destaque, que integra 6º melhor jogador do ranking Mineiro.
Muita história vem por ai...
 
Deixamos registrado, neste espaço, alguns dos colaboradores especiais nesta trajetória:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Corporação Musical Santa Cecília

Foi criada e fundada pelo Monsenhor Rafael em 1950, com o objetivo de aproveitar os músicos daquela época que trabalhavam na recém inaugurada companhia aços especiais Itabira - ACESITA.
Seu primeiro regente foi o maestro Geraldo Macedo, atuou até meados de 1951. Nesta época, chegou o maestro Antônio Rosendo , de Itabirito, que a dirigiu até 22 de julho de 1988. Com novas ideias, regime militar e grandes amizades, conseguiu implantar uma banda mais séria e eclética.Com seu falecimento em 22 de julho de 1988, ao 65 anos, seu filho, Gilberto Rosendo, que atuava como trompestista, foi convidado por todos os integrantes a assumir a regencia da mesma.
 
Ainda hoje, sob a regência do maestro Gilberto Rosendo, a corporação musical Santa Cecília conta com 36 músicos , com repertório vasto e variado, desde músicas folclóricas à clássicas. Conta ainda com tres músicos atuantes desde a a sua fundação, sendo o Sr.Paulo dos Santos, Bumbista, o Sr. Raimindo Alvarenga, Trombonista e o Sr. José Sabino, Bombardinista.

Sempre convidada, participa de vários eventos em toda Minas Gerais, tanto religiosos como sociais ou cívicos.
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Elite Clube

O Tarugo era uma publicação quinzenal, fundado em 1954, na “cidade” de Acesita. Esse jornal, um instrumento de informação oficial do Elite Clube, era distribuído aos seus assinantes associados sem qualquer ônus e aos assinantes não associados com um valor monetário não identificado no próprio jornal. Distribuição de mesas no Elite Clube: 1o. Elite antes de reformas. Obs: a mesa 4 era reservada para a Diretoria
http://www.plox.com.br/sites/default/files/2011maio/Timoteo%20-centro3.jpg